A campanha

O Instituto Lado a Lado pela Vida realiza a campanha Mulher Por Inteiro para conscientizar sobre os cânceres de mama, ovário, colo do útero e endométrio desde 2017.

Durante o ano todo e com mais ênfase em outubro, a campanha dissemina informações de qualidade sobre prevenção, detecção precoce e cuidados com a saúde da mulher que devem ir além do câncer de mama. Inúmeras ações e momentos de debate discutem e pensam caminhos para as necessidades de saúde que afetam a população feminina brasileira em relação ao câncer.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que o Brasil terá 781 mil novos casos de câncer por ano, entre 2026 e 2028. Entre as mulheres, os tipos mais frequentes incluem o câncer de mama, com 78.610 novos casos por ano, o câncer do colo do útero, com 19.310 casos, o câncer do corpo do útero, com 9.650 casos, e o câncer de ovário, com 8.020 casos por ano.

O que é

O Instituto Lado a Lado pela Vida lançou a campanha Mulher Por Inteiro, em 2017, para conscientizar sobre os cânceres de mama, ovário, colo do útero e endométrio, assim como a endometriose e a menopausa. Prevenção, detecção precoce e cuidados com a saúde são o foco da campanha que acontece o ano todo, trabalhando a mulher além do câncer de mama e realizando ações e fóruns para discutir e pensar em soluções para os problemas de saúde que afetam a população feminina brasileira. As ações são intensificadas durante outubro, mês de conscientização para o câncer de mama, a neoplasia mais frequente em mulheres e, por isso, as atenções estão voltadas para a saúde da mulher. No caso específico do câncer de colo de útero, por exemplo, é possível realizar a prevenção, o que nos casos de mama e ovário, trabalhamos para alertar para o diagnóstico precoce.

Linha do tempo da campanha

2017

Lançamento da campanha

2017

1º Workshop Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário

2017

I Fórum Tumores Femininos

2018

II Fórum Tumores Femininos

2019

III Fórum Tumores Femininos

2019

Exposição Mulher Por Inteiro

2021

Webinar Raio X do Câncer de Ovário

2022

Campanha: Olhando a mulher em sua integralidade

2023

Tumores Femininos Day 2023

2023

Campanha: A força do cuidado mesmo quando não há sinais

2024

Tumores Femininos Day 2024

2024

Campanha: Eu sou #mulherporinteiro

2025

Webinar: Elas por Elas

IMPACTO

Título a respeito da campanha Mulher por Inteiro

74,6%

Em um ano

Título a respeito da campanha Mulher por Inteiro

50%

No mês da campanha 1

Título a respeito da campanha Mulher por Inteiro

50%

No mês da campanha 2

Título a respeito da campanha Mulher por Inteiro

50%

No mês da campanha 3

Título a respeito da campanha Mulher por Inteiro

50%

No mês da campanha 4

Título a respeito da campanha Mulher por Inteiro

50%

No mês da campanha 5

Câncer de Colo de Útero

O câncer de colo de útero é um tipo de câncer que se desenvolve na parte inferior do útero, chamada colo do útero. Ele é geralmente causado por infecção persistente pelo HPV (Papilomavírus Humano), um vírus muito comum que se transmite pelo contato sexual.

Fatores de risco

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver esse câncer:

  • Infecção pelo HPV, especialmente tipos de alto risco;
  • Início precoce da vida sexual;
  • Múltiplos parceiros sexuais;
  • Sistema imunológico enfraquecido;
  • Tabagismo;
  • Histórico de doenças sexualmente transmissíveis;
  • Falta de exames preventivos regulares.

 

Sintomas

No início, o câncer de colo de útero pode não apresentar sintomas. Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem:

  • Sangramento vaginal fora do período menstrual;
  • Sangramento após relação sexual;
  • Corrimento vaginal anormal;
  • Dor na região pélvica ou durante a relação sexual.
  • O diagnóstico precoce é essencial, pois permite tratar antes que a doença se espalhe.

Prevenção

É possível reduzir muito o risco com medidas simples:

  • Vacinação contra HPV, indicada principalmente para meninas e meninos jovens;
  • Uso de preservativos nas relações sexuais;
  • Exames preventivos regulares (Papanicolau), a partir dos 25 anos;
  • Evitar tabagismo;
  • Manter acompanhamento médico periódico.

Diagnóstico

O diagnóstico envolve exames ginecológicos:

  • Papanicolau, que detecta alterações nas células do colo do útero;
  • Colposcopia, exame detalhado do colo;
  • Biópsia, retirada de fragmento para análise laboratorial;
  • Exames de imagem, em casos avançados, para avaliar a extensão da doença.

Tratamento

O tratamento depende do estágio do câncer e pode incluir:

  • Cirurgia para remover parte ou todo o útero;
  • Radioterapia, para destruir células cancerígenas;
  • Quimioterapia, usada sozinha ou em combinação com radioterapia;
  • Acompanhamento contínuo, com exames regulares, para garantir a eficácia do tratamento e prevenir recidivas.
  • Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, as chances de cura são muito maiores.

Câncer de endométrio, o que é?

O câncer de endométrio é um tipo de câncer que se desenvolve no endométrio, a camada interna do útero. Ele é mais comum em mulheres acima de 50 anos e geralmente surge quando há alterações nas células que revestem o útero.

Fatores de risco

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver câncer de endométrio:

  • Idade avançada, especialmente após a menopausa;
  • Excesso de peso ou obesidade;
  • Diabetes Mellitus tipo 2;
  • Hipertensão Arterial;
  • Histórico de uso prolongado de estrogênio sem progesterona;
  • Menstruação precoce ou menopausa tardia;
  • Histórico familiar de câncer ginecológico;
  • Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP);
  • Síndromes genéticas que aumentam risco de câncer.

Sintomas

O câncer de endométrio geralmente apresenta sintomas precoces, o que facilita o diagnóstico:

  • Sangramento vaginal fora do período menstrual ou após a menopausa;
  • Corrimento vaginal anormal;
  • Dor pélvica ou abdominal;
  • Sensação de aumento ou pressão na região pélvica.

 

Prevenção

Algumas medidas ajudam a reduzir os riscos:

  • Manter peso saudável e praticar atividade física;
  • Controlar diabetes e pressão alta;
  • Consultas ginecológicas regulares;
  • Relatar qualquer sangramento ou corrimento anormal ao médico;
  • Evitar uso prolongado de hormônio estrogênio sem acompanhamento.

 

Diagnóstico

O diagnóstico envolve exames que avaliam o útero e suas células:

  • Exame ginecológico preventivo (Papanicolau);
  • Colposcopia;
  • Exames de imagem, como tomografia ou ressonância;
  • Ultrassonografia transvaginal;
  • Biópsia, para análise das células;

Tratamento

O tratamento depende do estágio da doença:

  • Cirurgia para remover o útero e, às vezes, ovários e trompas;
  • Radioterapia, para destruir células cancerígenas;
  • Quimioterapia, em casos mais avançados;
  • Hormonioterapia e terapias avançadas, opções de tratamento usadas em situações específicas, dependendo das características moleculares do tumor.
  • Acompanhamento médico contínuo, com exames regulares, para prevenir recidiva.

Com diagnóstico precoce, o câncer de endométrio tem altas chances de cura.     

Câncer de mama, o que é?

O câncer de mama é o crescimento desordenado de células na mama, que podem formar tumores e, se não tratados, se espalhar para outras partes do corpo. É o tipo de câncer mais comum entre mulheres, mas também pode afetar homens, embora em casos raros.

Fatores de risco

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver câncer de mama:

  • Idade avançada (maior risco após os 50 anos);
  • Histórico familiar de câncer de mama ou ovário;
  • Alterações genéticas (como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2);
  • Exposição prolongada a hormônios, como terapia de reposição hormonal;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Tabagismo;
  • Menstruação precoce ou menopausa tardia.

Sintomas

Nos estágios iniciais, o câncer de mama pode não apresentar sinais, mas alguns sintomas de alerta incluem:

  • Nódulo ou caroço na mama ou axila;
  • Alteração no tamanho ou formato da mama;
  • Pele da mama avermelhada, com aspecto de casca de laranja;
  • Saída de líquido pelo mamilo (não relacionado à amamentação);
  • Dor persistente na mama ou mamilo.

Prevenção

Algumas medidas ajudam a reduzir o risco ou identificar precocemente o câncer de mama:

  • Autoexame regular da mama;
  • Mamografia anual a partir dos 40 ou 50 anos, conforme recomendação médica;
  • Manter peso saudável;
  • Praticar exercícios regularmente;
  • Evitar álcool e tabaco;
  • Amamentar, quando possível.

 

Diagnóstico

O diagnóstico envolve exames clínicos e de imagem:

  • Exame clínico das mamas pelo médico;
  • Mamografia, para detectar alterações precoces;
  • Ultrassonografia, quando necessário;
  • Biópsia, para confirmar a presença de células cancerígenas;
  • Exames de imagem complementares, em casos avançados, para avaliar extensão.

Tratamento

O tratamento depende do tipo e estágio do câncer e pode incluir:

  • Cirurgia para retirar o tumor ou a mama;
  • Radioterapia, para destruir células cancerígenas remanescentes;
  • Quimioterapia, para tratar células que podem ter se espalhado;
  • Terapias hormonais ou alvo, em casos específicos;
  • Acompanhamento contínuo, com exames regulares, para prevenir recidiva.

Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, as chances de cura do câncer de mama são muito altas. 

Câncer de ovário, o que é?

O câncer de ovário é o crescimento desordenado de células nos ovários, órgãos do sistema reprodutor feminino que produzem óvulos e hormônios. Ele pode se espalhar para outras partes do corpo e, muitas vezes, é detectado em estágios avançados, porque seus sintomas iniciais são pouco específicos.

Fatores de risco

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver câncer de ovário:

  • Idade acima de 50 anos;
  • Histórico familiar de câncer de ovário, mama ou cólon;
  • Alterações genéticas, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2;
  • Menarca precoce (início da menstruação) ou menopausa tardia;
  • Não ter tido filhos ou ter engravidado após os 35 anos;
  • Síndromes genéticas que aumentam risco de câncer.

Sintomas

Nos estágios iniciais, o câncer de ovário pode não apresentar sinais claros, mas alguns sintomas de alerta incluem:

  • Inchaço ou aumento do abdômen;
  • Dor ou desconforto pélvico ou abdominal;
  • Sensação de saciedade rápida ao se alimentar;
  • Necessidade frequente de urinar;
  • Alterações no hábito intestinal;
  • Cansaço excessivo;
  • Perda de peso sem causa aparente.

Prevenção

Não há forma garantida de prevenir o câncer de ovário, mas medidas podem reduzir o risco:

  • Acompanhamento médico regular, especialmente se houver histórico familiar;
  • Uso de pílula anticoncepcional, em alguns casos, reduz o risco;
  • Gestação e amamentação, quando possível, podem reduzir o risco;
  • Evitar tabagismo;
  • Atenção aos sinais e sintomas para detecção precoce.

Diagnóstico

O diagnóstico envolve exames ginecológicos e de imagem:

  • Exame clínico ginecológico;
  • Ultrassonografia transvaginal;
  • Tomografia ou ressonância magnética, para avaliar a extensão;
  • Exames de sangue com marcadores tumorais (como CA-125);
  • Biópsia, para confirmar a presença de células cancerígenas.

Tratamento

O tratamento depende do estágio e tipo do câncer:

  • Cirurgia para remover o ovário afetado, e às vezes útero e trompas;
  • Quimioterapia, para destruir células cancerígenas;
  • Radioterapia, em casos específicos;
  • Acompanhamento contínuo, com exames regulares, para prevenir recidiva.

Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível controlar a doença e melhorar a qualidade de vida.

Endometriose, o que é?

A endometriose é uma doença em que um tecido semelhante ao endométrio tecido que reveste a parte interna do útero, cresce em locais onde não deveria estar, como nas tubas uterinas, ovários, intestino e outras áreas da região pélvica.

Esse crescimento pode causar uma inflamação persistente e provocar sintomas como cólicas menstruais intensas, dor durante ou após as relações sexuais, dor para evacuar ou urinar durante a menstruação, alterações intestinais e dificuldade para engravidar.

A endometriose pode atingir mulheres em idade reprodutiva e estima-se que esteja presente em cerca de 5% a 15% delas.

Tipos de endometriose

A endometriose pode aparecer em diferentes locais do corpo e apresentar diferentes formas:

Endometriose peritoneal superficial

É quando as lesões aparecem na superfície do peritônio, uma membrana que reveste a parte interna do abdômen e da pelve.

Endometriose ovariana (endometrioma)

Acontece quando a endometriose se desenvolve nos ovários e pode formar cistos chamados endometrioma, que podem conter sangue acumulado.

Endometriose infiltrativa profunda

É uma forma em que as lesões penetram mais profundamente nos tecidos e podem atingir órgãos próximos, como intestino, bexiga, vagina e outras estruturas da pelve. Pode estar associada a dores mais intensas e outros sintomas.

Fatores de risco

Alguns fatores podem aumentar a chance de desenvolver endometriose:

  • Menstruação precoce;
  • Ciclos menstruais curtos ou fluxo intenso;
  • Histórico familiar da doença;
  • Não ter tido filhos;
  • Alterações hormonais ou imunológicas;
  • Exposição prolongada ao estrogênio.

Sintomas

Os sintomas variam de leve a intenso e podem incluir:

  • Dor pélvica crônica, especialmente durante a menstruação;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Sangramento menstrual intenso ou irregular;
  • Infertilidade;
  • Fadiga;
  • Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação.

Vale lembrar que a intensidade da dor não indica a gravidade da doença.

 

Prevenção

Não existe forma comprovada de prevenir a endometriose, mas é possível reduzir os sintomas e os impactos:

  • Buscar acompanhamento ginecológico regular;
  • Registrar sintomas e alterações menstruais;
  • Iniciar tratamento precoce quando houver sinais de dor intensa ou dificuldade para engravidar;
  • Manter hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada e prática de exercícios.

Diagnóstico

O diagnóstico envolve exames clínicos e de imagem:

  • Exame ginecológico, para avaliação da região pélvica;
  • Ultrassonografia transvaginal;
  • Ressonância magnética, em casos mais complexos;
  • Laparoscopia, exame cirúrgico que permite visualizar e confirmar a doença.

Tratamento

O tratamento da endometriose pode começar mesmo antes de a doença ser confirmada por exames de imagem ou cirurgia. Isso acontece porque, muitas vezes, o diagnóstico é feito a partir dos sintomas apresentados pela mulher e de sua avaliação clínica.

Quando existem sinais como cólicas menstruais muito fortes, dor pélvica persistente ou dor durante as relações sexuais, a equipe de saúde pode iniciar o tratamento para controlar os sintomas, aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida, enquanto a investigação continua.

O tratamento pode ser:

Medicamentoso: uso de medicamentos para controlar a dor e, em alguns casos, reduzir a ação dos hormônios envolvidos na doença.

Cirúrgico: indicado em algumas situações para retirar as lesões de endometriose, especialmente quando os sintomas são intensos, há comprometimento de órgãos ou outras formas de tratamento não apresentam o resultado esperado.

Medicamentoso e cirúrgico: em alguns casos, os dois tratamentos podem ser combinados.

Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Quebra de Tabu

A descrição será apoio para falarmos do quão importante é buscarmos por ajuda o quanto antes.

Marcela Ferraz

39 anos

Nunca imaginei que fosse passar por isso, mas vencer a vergonha salvou minha vida. Fazer o exame foi atitude de coragem, não de fraqueza.

Marcela Ferraz

39 anos

Nunca imaginei que fosse passar por isso, mas vencer a vergonha salvou minha vida. Fazer o exame foi atitude de coragem, não de fraqueza.

Marcela Ferraz

39 anos

Nunca imaginei que fosse passar por isso, mas vencer a vergonha salvou minha vida. Fazer o exame foi atitude de coragem, não de fraqueza.

Mantenha-se informado

Receba conteúdos, atualizações e iniciativas da campanha diretamente no seu e-mail. Informação confiável para acompanhar, participar e se engajar.


Galeria

Mulher por Inteiro

Acompanhe os conteúdos da campanha e explore registros, vídeos e publicações que ampliam a mensagem do Mulher por Inteiro.

Notícias

Investidores Sociais

Organizações que viabilizam e fortalecem nossas iniciativas de impacto social.

Apoiadores Sociais

Instituições que apoiam e ampliam o alcance das nossas ações.

Parceiros

Organizações que atuam junto ao Instituto na construção e execução de projetos.