Disparidade aponta que 39% consideram ter saúde mental boa
Por Instituto Lado a Lado pela Vida
30/01/2024
– Atualizado em 15/02/2024 – 10:19
Principalmente no mês de janeiro, a saúde mental é um assunto que vem ganhando cada vez mais popularidade no vocabulário dos brasileiros. Entretanto, mesmo com a repercussão positiva em diversos meios de comunicação, os dados indicam uma carência de atenção com esta esfera da saúde.
De acordo com a pesquisa “A Saúde do Brasiliero”, de autoria do Instituto Lado a Lado Pela Vida em parceria com o Instituto Qualibest, 76% dos brasileiros não fazem acompanhamento médico voltado para a saúde mental. Ainda que o estudo aponte um número elevado de pessoas que não realizam acompanhamento direcionado à saúde mental, 39% classificam sua saúde mental como boa e 26% como muito boa. E somente 34% acreditam ter a saúde mental regular, ruim ou muito ruim.
Além disso, 55% das pessoas que participaram do estudo relataram que já tiveram ou têm ansiedade e depressão, que são consideradas sintomas da falta de cuidado com a saúde mental e também foram pontos abordados pela pesquisa. “Os números da pesquisa apontam que os brasileiros ainda têm uma grande resistência para cuidar da saúde mental. Os índices identificados em nossa pesquisa alertam para a necessidade urgente de mudar esse cenário e a mentalidade da população. Ainda existe um preconceito quando o assunto é tratamento para questões relacionadas à saúde mental. Como solução, precisamos informar melhor a sociedade e facilitar o acesso ao diagnóstico, aos acompanhamentos e tratamentos”, diz Marlene Oliveira, que é fundadora e presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida.
Saiba mais sobre o recorte por gênero
A pesquisa contou com a participação de 815 respondentes, sendo 401 homens e 414 mulheres.
Os homens classificaram a própria saúde mental da seguinte forma
30% como muito boa
39% como boa
24% como regular
6% como ruim
1% como muito ruim
Já entre as mulheres os índices foram
23% como muito boa
39% como boa
27% como regular
9% como ruim
1% como péssima
A presidente do Instituto Lado a Lado Pela Vida pontua ainda: “Não recorrer à ajuda especializada interfere diretamente na qualidade de vida das pessoas que sofrem com algum tipo de transtorno mental. O diagnóstico correto e o tratamento adequado são essenciais para o paciente se fortalecer emocionalmente e levar uma vida saudável. Isso só é possível com políticas públicas que estabeleçam mecanismos para atender as reais necessidades da população, para suprir a demanda pelo atendimento e reduzir o preconceito com a doença, que ficou ainda mais evidente no período pós-pandemia”.
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