O HPV é um vírus causador de diversos tipos de câncer, com destaque para o colo de útero. Por isso, políticas públicas voltadas para a doença são necessárias. As políticas públicas são ações desenvolvidas pelo governo para garantir direitos à população em diversas áreas, como a saúde.
A conscientização em relação ao HPV precisa começar cedo, educando e estabelecendo diálogo com as crianças e adolescentes – esse é o primeiro passo para que uma futura geração possa existir sem os tumores causados pelo vírus. Esse diálogo deve orientar quantos aos riscos do vírus e em relação à prevenção.
No Sistema Único de Saúde, os preservativos femininos e masculinos são distribuídos gratuitamente – um serviço público necessário para a prevenção não só do HPV, mas de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Também pelo Sistema Único de Saúde, é possível tomar a vacina contra o HPV. A vacina é a medida mais eficaz de se prevenir contra a infecção. No SUS, ela é distribuída gratuitamente para o público mais indicado: meninas e meninos de 9 a 14 anos, com esquema de duas doses, e mulheres e homens imunossuprimidos de 9 a 45 anos. Outros grupos etários podem tomar a vacina por meio de serviços privados, se indicado por seus médicos, ou procurar cobertura vacinal em seu plano de saúde, se tiver. É sempre interessante reforçar para que pais e filhos não se esqueçam da segunda dose. Para garantir a eficácia da vacina, é preciso completar o esquema vacinal.
Em relação ao câncer de colo de útero, políticas públicas passaram a ser desenvolvidas a partir da década de 1970 no Brasil. Foram adquiridos diversos programas de rastreamento, que conseguiram aumentar o acesso ao exame ginecológico Papanicolau, teste realizado para detectar alterações nas células do colo do útero.
Apesar dos avanços em medidas preventivas e de rastreamento, o câncer de colo de útero continua a ser um problema de saúde significativo no país, e a cobertura vacinal contra o HPV está abaixo do ideal.
É preciso dar valor às políticas públicas, que dão à população acesso à saúde, que é de seu direito de acordo com a Constituição Federal. As políticas públicas dão forma ao país que queremos – elas devem ser cobradas, e os cidadãos devem ser beneficiários das políticas já existentes.
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