O que é?
Endometriose é uma modificação no funcionamento normal do organismo em que as células do tecido que reveste o útero (endométrio), em vez de serem expulsas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.
Fatores de risco
Os fatores de risco para a endometriose incluem uma combinação de aspectos genéticos, hormonais e ambientais. Alguns dos principais fatores são:
• Histórico familiar: Mulheres com parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) com endometriose têm um risco maior de desenvolver a doença.
• Idade reprodutiva: A endometriose afeta principalmente mulheres em idade fértil, geralmente entre os 25 e 35 anos, embora possa começar mais cedo.
• Menstruação precoce e ciclos menstruais curtos: Mulheres que tiveram a primeira menstruação (menarca) precocemente (antes dos 11 anos) ou têm ciclos curtos (menos de 27 dias) estão em maior risco.
• Menstruação prolongada: Ciclos menstruais longos, com duração superior a 7 dias, também estão associados a um risco aumentado.
• Nunca ter tido filhos: Mulheres que nunca tiveram uma gestação completa podem ter maior probabilidade de desenvolver endometriose.
• Baixo índice de massa corporal (IMC): Estudos mostram que mulheres com IMC baixo podem ter maior risco de desenvolver endometriose.
• Exposição ao estrogênio: A endometriose é dependente de estrogênio, então fatores que aumentam a exposição ao estrogênio, como o uso de terapias hormonais, podem ser um fator de risco.
• Anormalidades anatômicas uterinas: Algumas condições que bloqueiam a saída do fluxo menstrual podem estar associadas a um risco maior de endometriose.
Sintomas
• Dor em forma de cólica durante o período menstrual que pode incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais;
• Dor durante as relações sexuais;
• Dor e sangramento ao urinar e evacuar, especialmente durante a menstruação;
• Fadiga;
• Diarreia;
• Dificuldade de engravidar. A infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose.
Prevenção
Como a endometriose é de difícil diagnóstico, vale reforçar a importância das consultas regulares ao ginecologista como forma de prevenção e detecção precoce da doença.
Diagnóstico
Quando há suspeita de endometriose, o exame ginecológico clínico é o ponto de partida para o diagnóstico. Este pode ser confirmado por exames laboratoriais e de imagem, como a visualização das lesões por meio de laparoscopia, ultrassom endovaginal, ressonância magnética e o teste de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que tende a se elevar em casos mais avançados da condição. No entanto, a confirmação definitiva do diagnóstico só é possível com uma biópsia.
Tratamento
A endometriose é uma condição crônica que tende a diminuir naturalmente após a menopausa, devido à redução na produção de hormônios femininos. Mulheres mais jovens podem usar medicamentos para interromper a menstruação, como anticoncepcionais de uso contínuo ou os análogos de GnRH. No entanto, estes últimos podem causar efeitos colaterais indesejáveis. Em casos de lesões maiores, geralmente é necessário removê-las cirurgicamente. Para mulheres que já completaram a formação da família, a remoção dos ovários e do útero pode ser considerada como opção de tratamento.
Fonte: Ministério da Saúde: https://bvsms.saude.gov.br/endometriose/; Portal Drauzio Varella: https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/endometriose/ Pesquisado em 01/10/2024