O que é?
Popularmente conhecida por Andropausa, a Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) ocorre geralmente em uma fase mais tardia da vida, com a queda dos níveis do hormônio masculino, a testosterona.
Apesar de, muitas vezes, ser comparada com a versão masculina da menopausa, a DAEM não apresenta as mesmas ocorrências que a deficiência do hormônio feminino – estrogênio – causam nas mulheres.
A DAEM é um distúrbio androgênico do envelhecimento masculino, caracterizado pela diminuição da produção de testosterona causada pelo envelhecimento.
Ela não acomete todos os homens de idade mais avançada, os sinais e sintomas também não são exclusivos desse baixo nível de hormônio ou de uma faixa etária muito específica.
A baixa produção do hormônio pode ocorrer devido algumas alterações neurológicas e fisiológicas do eixo hipotálamo-hipofisário-testicular. Entre elas estão a anormalidade nos testículos, a deficiência na hipófise ou hipotálamo e a mista. Esse parágrafo me parece de difícil compreensão para o público leigo. Será que conseguimos melhorar?
O QUE É TESTOSTERONA?
A testosterona é o hormônio sexual masculino, produzido nos testículos, sendo importante para a saúde física e mental. A testosterona é necessária para:
– Desenvolvimento e funções sexuais masculinas normais.
– Para desenvolver pelos faciais e voz mais grave nos homens.
– Para dar força muscular.
– Para os homens produzirem esperma.
– Para a libido (desejo sexual).
Importante: a testosterona baixa reflete no nível de sangue inferior a 300 ng/dL.
Fatores de risco
Apesar de não estar associada apenas à idade, a DAEM aumenta sua incidência com o envelhecimento. Esse se torna um dos principais fatores de risco devido à queda gradual na produção natural deste hormônio. Conheça outros fatores relacionados ao distúrbio:
– Danos nos testículos por acidente.
– Remoção de testículos (por causa de câncer ou outros motivos).
– Quimioterapia ou radiação.
– Uso de opioides ou antidepressivos.
– Doença da glândula pituitária, levando a baixa produção de hormônios.
– A glândula pituitária também é conhecida como hipófise. Está localizada na base do cérebro e tem a função de regular o trabalho das glândulas suprerrenal, tireoide, dos testículos e dos ovários femininos.
Sintomas
Nos casos de baixa dos níveis de testosterona, os sintomas mais comuns são
– Diminuição da força e da massa muscular
– Fadiga reconhecida pela redução da resistência física
– Aumento da gordura visceral, conhecida como gordura abdominal, localizada na região da barriga e abdômen.
– Alteração de humor com irritabilidade, depressão e alterações cerebrais com o comprometimento da memória e funções cognitivas – aprendizado, que envolve atenção, percepção, memória e raciocínio.
– Interferência na vida sexual com a diminuição da libido, da quantidade de ereções noturnas e matinais e disfunção erétil.
– Osteoporose ou fraqueza dos ossos.
Prevenção
A redução na produção de hormônio é inevitável, pois o envelhecimento do corpo colabora para esse acontecimento. Para minimizar esse processo é importante corrigir os fatores que desencadeiam a síndrome metabólica.
– Obesidade
– Hipertensão
– Diabetes
– Dislipidemias (colesterol e triglicérides)
– Sedentarismo
– Tabagismo
– Álcool em excesso
– Depressão
Diagnóstico
Como a redução do hormônio é gradual e diferente para cada homem, muitos não apresentam sintomas ou interferências na sua rotina. Para os que relatarem alguns dos sintomas, que também podem ser associados a outros diagnósticos, e tiverem uma dosagem baixa de testosterona, existem duas maneiras: exame clínico e laboratorial e uma anamnese (questionário) para identificar alguns sinais.
Caso o resultado da dosagem do hormônio esteja baixo, o mais indicado é a repetição do exame para confirmação.
Tratamento
O tratamento é feito à base de medicação. As mais utilizadas no Brasil são as injetáveis de curta e longa duração (Undecilato de Testosterona ou associação de ésteres de testosterona) e as transdérmicas em forma de solução axilar e gel cutâneo.
Fonte: SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA (SBU) http://sbu-sp.org.br Pesquisado em 10/03/2021