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Câncer de Vagina

O que é?

O câncer vaginal é um tipo muito raro de câncer, especialmente em mulheres com menos de 40 anos, que pode ser encontrado em qualquer parte da vagina, tubo localizado entre a vulva e a abertura do útero (colo do útero). Na maior parte dos casos, é provocado por infecção persistente de certos tipos do papilomavírus humano, o HPV.

Geralmente, o câncer de vagina é detectado e prevenido por meio do exame de rastreamento cervical, que tem como objetivo identificar e tratar anormalidades antes que se transformem em câncer.

O câncer vaginal normalmente cresce muito lentamente, e sua gravidade depende do seu tamanho, se ele se espalhou para outras áreas do corpo e das condições gerais de saúde da paciente.

Fatores de risco

A maioria dos casos de câncer vaginal ocorre em mulheres na pós-menopausa ou idosas. Nos casos em mulheres jovens, parece haver uma correlação com a neoplasia cervical, associado à infecção pelo HPV.

Alguns cânceres vaginais são precedidos pela neoplasia intraepitelial vaginal (NIVA), embora o potencial maligno dessa condição seja incerto. Além disso, tratamento prévio com radioterapia na região pélvica também é considerado um possível fator de risco associado ao desenvolvimento do câncer vaginal.

Sintomas

A maioria das pacientes apresenta sintomas como sangramento vaginal indolor e secreção, sendo que o diagnóstico definitivo geralmente é obtido por meio de biópsia da lesão visível durante o exame especular.

Outros sintomas que o câncer vaginal pode apresentar incluem

• Caroço na vagina;

• Úlceras e outras alterações na pele na ou ao redor da vagina;

• Sangramento vaginal após a menopausa;

• Sangramento após o sexo ou dor durante o sexo;

• Corrimento vaginal com mau cheiro ou com presença de sangue;

• Sangramento fora do período menstrual;

• Coceira na vagina que não desaparece;

• Dor ao urinar ou a necessidade frequente de urinar.

Prevenção

Existe uma ligação entre o câncer vaginal e o HPV, portanto a realização do exame Papanicolau regularmente e a vacinação contra o HPV são as melhores formas de se proteger.

Todas as mulheres com colo do útero, na faixa etária entre 25 e 64 anos, podem fazer a avaliação ginecológica e o Papanicolau uma vez ao ano. Esses exames ajudam a identificar e tratar quaisquer alterações nas células antes que se transformem em câncer.

Meninas e meninos com idade de 9 a 14 anos recebem gratuitamente a vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). As duas doses ajudam a proteger contra vários cânceres causados pelo HPV, bem como verrugas genitais.

Outras medidas que podem diminuir as chances de desenvolver câncer vaginal incluem o uso de preservativos, que reduzem as chances de contrair HPV. No entanto, os preservativos não cobrem toda a pele ao redor dos genitais, então a proteção não é completa já que o contágio ocorre mediante contato pele a pele.

Também é importante parar de fumar, pois o tabagismo pode enfraquecer o sistema imunológico e as substâncias químicas presentes nos cigarros também favorecem o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

Diagnóstico

O diagnóstico é conduzido mediante a realização do exame ginecológico e biópsia, em que a colposcopia e a citologia do colo do útero (Papanicolau) são procedimentos complementares. A colposcopia envolve a análise do colo do útero e da vagina com o auxílio de um colposcópio, dispositivo equipado com lentes de aumento. Por outro lado, a biópsia implica na remoção de uma pequena porção de tecido vaginal para análise, visando a detecção de células cancerosas.

Após a confirmação do diagnóstico para câncer vaginal, devem ser realizados exames de imagem para determinar o tamanho e a extensão do comprometimento, além de avaliar a presença de lesões à distância (metástases). Essas informações são cruciais para individualizar o plano de tratamento.

Tratamento

Todos os tratamentos devem ser adaptados às necessidades individuais e variam conforme o estágio da doença e a localização do tumor vaginal. É sempre importante buscar a manutenção da funcionalidade vaginal, apesar de que a combinação da remoção do tumor e os efeitos do tratamento podem levar ao encurtamento e estreitamento da vagina, especialmente em mulheres mais idosas.

A radioterapia é geralmente a opção de tratamento preferida para a maioria das pacientes com câncer vaginal, frequentemente requerendo uma abordagem integrada que combina radioterapia externa e intracavitária (braquiterapia). As técnicas empregadas podem variar significativamente, dependendo da localização precisa do tumor e sua relação com estruturas críticas.

Reabilitação

Normalmente, a cirurgia é usada apenas para tratar o câncer vaginal quando é detectado em estágios iniciais. Também pode ser empregada caso a radioterapia não tenha surtido efeito. Existem várias cirurgias utilizadas para tratar o câncer vaginal, e elas envolvem a remoção de:

• Parte da vagina: possível somente se o câncer for pequeno e estiver na seção superior da vagina;

• Toda a vagina: às vezes, os gânglios linfáticos na pelve também são removidos;

• A vagina, o colo do útero e o útero (histerectomia) – isso pode incluir a remoção dos ovários e das trompas de falópio;

• A vagina, o colo do útero, os ovários e as trompas de falópio, e toda ou partes da bexiga, intestino e reto – isso só é oferecido se o câncer tiver se espalhado e outros tratamentos não forem possíveis;

Se for necessário remover a vagina, a paciente pode optar pela reconstrução vaginal, que utiliza pele e músculos de outras partes do corpo para criar uma nova vagina. Isso possibilita que, após se recuperar da cirurgia, a pessoa volte a ter relações sexuais vaginais.

Fonte: NHS – Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido. https://www.nhs.uk/conditions/vaginal-cancer/. Acesso em 8 de agosto de 2023. Câncer da Vagina. https://obgyn.onlinelibrary.wiley.com/pb-assets/hub-assets/obgyn/1879-3479_IJGO/translated_content/ijgos84-sup-0001-Portuguese-1509630329843.pdf . Acesso em 8 de agosto de 2023.

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