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Câncer de Ovário

O que é?

Difícil de ser diagnosticado, o tumor de ovário costuma passar despercebido até que tenha se espalhado dentro da pelve e abdômen. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 3/4 dos cânceres desse órgão apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico.

O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica (multiplicação anormal de células de um tecido) mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero.

Existem três tipos principais de tumores de ovário

– Tumores epiteliais: tipo mais comum, surge no tecido da superfície externa do órgão.

– Tumores de células germinativas: começam nas células que produzem os óvulos.

– Tumores estromais: aparecem nas células que produzem os hormônios femininos.

Fatores de risco

Histórico familiar e fatores genéticos, com alterações nos genes BRCA 1 e BRCA 2*, são os principais fatores de risco para o câncer de ovário. A chance para desenvolver esse tipo de câncer são maiores se a mulher:

– Tem excesso de peso corporal

– Nunca teve um bebê

– Começou a menstruar antes dos 12 anos

– Teve a menopausa tardia (após os 52 anos)

– Não pode engravidar

– Fez terapia hormonal na menopausa

– Fumar

– Tem síndrome dos ovários policísticos

* Os genes BRCA1 e BRCA2 estão presentes em todos os organismos humanos e sua função é impedir o surgimento de tumores através da reparação de moléculas de DNA danificadas. O BRCA1 e o BRCA2 são, portanto, genes que nos protegem do aparecimento de cânceres. Quando um desses genes sofre uma mutação, ele perde sua capacidade protetora, tornando-nos mais suscetíveis ao aparecimento de tumores malignos.

Sintomas

Na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos. Quando se manifestam, são sinais comuns a várias doenças e podem ser confundidos com outros problemas. Entre eles estão:

– Dor, inchaço ou pressão no abdômen, na pelve (bacia), costas e pernas.

– Náuseas, azia ou indigestão.

– Prisão de ventre, gases ou diarreia.

– Necessidade frequente de urinar (menos comum).

– Sangramento vaginal (menos comum).

Prevenção

As mulheres devem estar atentas aos fatores de risco como manter o peso corporal saudável e consultar regularmente o seu médico, principalmente a partir dos 50 anos. Conheça outras medidas que podem diminuir a probabilidade de desenvolver o tumor de ovário:

– Gravidez anterior.

– Amamentação.

– Ter usado anticoncepcionais por mais de 5 anos.

– Ter feito ligadura de trompas, remoção dos ovários ou histerectomia.

– Mulheres com mutação no gene BRCA 1 e BRCA 2 podem realizar cirurgia para retirar os ovários preventivamente após avaliação médica.

Atenção: o exame Papanicolau não detecta câncer de ovário, apenas de colo de útero.

Diagnóstico

Entre os principais testes recomendados estão

– Exame físico: pressionando o abdômen, o médico poderá detectar acúmulos anormais de líquido.

– Exame pélvico: o médico inspeciona a parte externa de seus órgãos genitais e insere um dispositivo para verificar anomalias.

– Exames de sangue: um nível elevado de substâncias como CA-125 pode indicar tumor no ovário. Exames de sangue, no entanto, não servem para rastreamento.

– Ultrassom: as imagens podem revelar alterações no ovário. O ultrassom transvaginal também é utilizado no diagnóstico, mas não serve como rastreio. Outro tipo de exame para a verificação de tumores é a ultrassonografia pélvica abdominal que é um modelo de ultrassom para avaliação do útero endométrio, ovários e região pélvica quando a paciente não pode realizar o ultrassom transvaginal.

– Biópsia: com base nos resultados do ultrassom, o médico pode sugerir a cirurgia (laparotomia) para remover o tecido e fluido da pélvis e do abdômen.

Importante: toda mulher com câncer de ovário deve realizar testes genéticos para investigar mutação no gene BRCA 1 e BRCA 2, que podem indicar outros tipos de câncer.

Tratamento

A escolha do tratamento vai depender, principalmente, do tipo histológico do tumor, do estadiamento (taxa de crescimento e a extensão da doença) da idade, das condições clínicas da paciente e se o tumor é inicial ou recorrente.

Os tratamentos mais comuns são

– Cirurgia (Histerectomia Total e Salpingo-ooforectomia bilateral).

– Quimioterapia.

– Radioterapia.

Reabilitação

A fisioterapia pélvica é a forma mais usada para tratar os efeitos colaterais após a cirurgia. As principais opções de tratamentos fisioterápicos são:

– Biofeedback: utilizado no tratamento das incontinências urinárias, o método permite manipular as respostas fisiológicas da musculatura através de sinais sonoros e visuais.

– Dilatação vaginal: os dilatadores vaginais são indicados no tratamento da estenose vaginal (estreitamento) .

– Massagem perineal: o fisioterapeuta realiza massagem que promove um relaxamento dos músculos do assoalho pélvico, melhorando a elasticidade e a estenose.

Fonte: INCA – https://www.inca.gov.br Atualizado em 08/2020 Pesquisado em 17/02/2021 ICESP http://www.icesp.org.br Atualizado em 07/2020 Pesquisado em 17/02/2021

Perguntas Frequentes

Durante a consulta, o que as mulheres devem perguntar ao ginecologista

Questões para a consulta após o diagnóstico

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