O que é?
A angina (ou angina pectoris) se manifesta com uma forte dor no peito a causada pela falta de oxigênio no coração. Muitas vezes vem acompanhada de uma sensação de aperto e queimação, que se prolonga um pouco acima do tórax e pode se espalhar para os braços, costas e pescoço.
Trata-se de um conjunto de sintomas provocados pela redução do fluxo de sangue levado ao músculo cardíaco, em razão do estreitamento das artérias que levam sangue ao coração. A evolução do caso de angina pode provocar um infarto.
Dados rápidos
33% dos pacientes relatam angina nas consultas*.
43% dos pacientes com angina não são diagnosticados*.
30% dos pacientes apresentam crises de angina um mês após angioplastia*.
44% dos pacientes estão em tratamento farmacológico subotimizado*.
* Sociedade Brasileira de Cardiologia (2019)
Fatores de risco
A aterosclerose – obstrução das artérias por placas de gordura – é a principal causa da angina. O problema também pode ocorrer por inflamações ou infecções das artérias e doenças das válvulas cardíacas.
Os fatores de risco clássicos para angina são: obesidade, sedentarismo, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, alterações no colesterol e triglicérides e fatores genéticos.
Sintomas
Os sintomas da angina costumam se manifestar de forma mais intensa durante atividade física, estresse emocional, baixas temperaturas e diminuem durante repouso. Conheça os mais frequentes:
Desconforto e pressão no peito
Fadiga
Respiração rápida
Náusea
Taquicardia
Caso apresente esse quadro, é importante buscar atendimento médico o mais rápido possível.
Prevenção
O controle dos fatores de risco é a melhor forma de prevenir a angina. Adotar uma dieta saudável, rica em frutas, vegetais e cereais e com consumo reduzido de industrializados, gordura animal, açúcar e sódio, é uma medida importante para evitar esse e outros problemas cardíacos. A prática de atividade física regular também é uma mudança de hábito necessária para evitar a doença.
Tratamento
O tratamento da angina, na maioria dos casos, é feito com medicação específica, que inclui fármacos vasodilatadores e os betabloqueadores, que aumentam a irrigação sanguínea ao músculo cardíaco.
Algumas situações exigem cirurgia, como a implantação de pontes em artérias coronárias ou angioplastia, que consiste na implantação de um balão inflado nas artérias estreitadas a fim de expandi-las e desbloqueá-las.