Opção pode ser tão eficiente quanto cirurgia
Por Instituto Lado a Lado pela Vida
Saúde Integral do…
13/11/2023
– Atualizado em 13/11/2023 – 13:31
Instituída no Brasil pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, a campanha Novembro Azul se dedica à conscientização da população masculina sobre os cuidados com a saúde. Por isso, abrange principalmente o câncer de próstata, uma das condições mais prevalentes no Brasil e no mundo, afetando mais de 30% dos casos de cânceres diagnosticados em homens.
Quando o câncer de próstata é detectado em estágio inicial, o tratamento oferece altas chances de cura. Entre as opções terapêuticas, a radioterapia e a cirurgia podem ser igualmente eficazes. No Brasil, cerca de um terço dos pacientes com câncer de próstata passa por radioterapia definitiva.
Tradicionalmente, a radioterapia prostática demandava um período longo de tratamento, usualmente de 35 a 38 dias úteis, isto é, cerca de oito semanas. No entanto, essa modalidade não apenas representa um desafio para os pacientes e seus familiares, devido à necessidade de deslocamento para o tratamento, mas também sobrecarrega os serviços de radioterapia.
Avanços tecnológicos e protocolos terapêuticos mais recentes permitiram o desenvolvimento de terapias de radioterapia mais breves, que são tratamentos hipofracionados, realizados em 20 dias, ou os ultra-hipofracionados, concluídos em 5 a 7 dias. Essas abordagens são especialmente interessantes para países com uma maioria da população com baixa e média renda, por serem historicamente limitados no acesso e na oferta de serviços de radioterapia.
Seguindo orientações internacionais, a implementação de tratamentos hipofracionados, com o auxílio de profissionais capacitados e o investimento em tecnologias como a radioterapia guiada por imagem (IGRT) e a radioterapia de intensidade modulada (IMRT), não apenas reduz a sobrecarga financeira para pacientes e familiares, mas também diminui os custos para os sistemas de saúde.
Estudos clínicos recentes têm demonstrado que tanto a radioterapia hipofracionada moderada (mHipo) quanto a ultra-hipofracionada (uHipo) exibem eficácia e toxicidade comparáveis aos tratamentos convencionais. Além disso, fortes evidências indicam que o hipofracionamento poderia otimizar o índice terapêutico, uma vez que as células cancerígenas da próstata são particularmente sensíveis a doses mais elevadas de radiação diária. Esse método também implica menos dias de tratamento, beneficiando tanto o paciente quanto as instituições de saúde.
Segundo recomendações de especialistas, a radioterapia hipofracionada moderada é adequada para pacientes de todos os grupos de risco, independentemente do acometimento das vesículas seminais ou da drenagem pélvica. Já a abordagem ultrahipofracionada é segura e eficaz aos pacientes de risco baixo a intermediário.
As vantagens da radioterapia hipofracionada incluem cronogramas mais convenientes e uma utilização mais eficiente dos recursos de radioterapia. Como resultado, pode facilitar o acesso dos pacientes a esses tratamentos, demanda crucial nos serviços oncológicos do Brasil.
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