A B C D F G H I L M N O P Q R S T U V
ABCESSO
Bolsa de pus no interior de um tecido, órgão ou região do corpo.
ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR
Participação de vários especialistas no diagnóstico, estadiamento e escolha do tratamento do câncer. A integração das várias especialidades (Psico-oncologia, Nutrição, Fonoaudiologia, Fisioterapia) possibilita melhores resultados para os pacientes.
ADENOCARCINOMA
É o tipo mais comum de câncer. Origina-se nas glândulas presentes nos tecidos de revestimento do organismo. Pode afetar quase todos os órgãos do corpo: pulmão, intestino, pâncreas, fígado, colo do útero, mama, próstata, cabeça e pescoço, trato respiratório e outros.
ADENOMA
Crescimento de células de origem glandular. Tipo de pólipo, nódulo, tumor benigno. Pode surgir em diversos órgãos, como mama, cólon, adrenal, hipófise, tireoide.
ADENOMEGALIA
Os gânglios linfáticos são parte integrante do sistema de defesa do organismo. São estruturas ovoides, com menos de 1 cm de diâmetro, que todos os seres humanos possuem em grande número. Os gânglios linfáticos distribuem-se por todo o organismo (debaixo da pele da nuca, pescoço, acima das clavículas, axilas e virilhas, assim como dentro da cavidade abdominal e dentro do tórax) e comunicam entre si como se fossem uma rede. Os gânglios superficiais costumam ser percebidos somente quando são palpáveis. No entanto, podem se tornar mais evidentes quando aumentam de tamanho. A esse aumento do tamanho dos linfonodos, denominamos “adenomegalia”. As adenomegalias podem ser causadas por doenças infecciosas e por alguns tipos de câncer. Dentre os tumores que mais frequentemente podem apresentar adenomegalias estão as leucemias, os linfomas e o câncer de cabeça e pescoço.
ADJUVANTE
Situação em que um tratamento é realizado em complemento a outro tratamento, dito como principal, com o objetivo de diminuir o risco de recidiva do câncer. Em geral, o tratamento adjuvante é utilizado para apresentações relativamente mais precoces do câncer, quando este foi removido.
AGENESIA
É a ausência completa ou parcial de um órgão e seu primórdio embriológico.
AFÉRESE
É um termo usado em hematologia para definir a separação dos diversos elementos do sangue (glóbulos, plaquetas e plasma) colhido de doadores.
ALFA-FETOPROTEÍNA (AFP)
É uma substância produzida no desenvolvimento do embrião e do feto. Sua concentração no sangue decresce rapidamente após o nascimento. Em oncologia, pode servir de marcador da presença e da atividade de alguns tipos de tumor em adultos e crianças. A AFP é usualmente dosada no sangue, mas pode também ser medida no líquor.
ALOPECIA
É a perda total ou parcial de cabelos ou pelos. É um dos possíveis efeitos colaterais da quimioterapia. Entre os quimioterápicos que causam alopecia mais frequentemente e com mais intensidade estão: Doxorrubicina; Paclitaxel; Docetaxel; Citarabina (em doses altas); Metotrexato (em doses altas); Ciclofosfamida (em doses altas); Ifosfamida (em doses altas). Contudo, a maioria dos quimioterápicos pode causar algum grau de afilamento e de perda dos cabelos.
AMES (TESTE DE)
Teste para efetuar a detecção do carácter carcinogênico de uma substância, através da verificação do seu efeito mutagênico sobre as bactérias.
ANAPLASIA
Ocorre quando a formação celular tem um desvio de normalidade. As células perdem suas características de especialização, assumindo características semelhantes às das células embrionárias. Muitas células tumorais podem apresentar essa perda de diferenciação, organização e função específica das células normais. A anaplasia é uma das alterações encontradas nas neoplasias.
ANATOMOPATOLÓGICO
Consiste na avaliação macro e microscópica de células e tecidos de biópsia realizada por um médico anatomopatologista. O principal objetivo do exame é alcançar um diagnóstico definitivo sobre a natureza de uma lesão. Em oncologia, o exame permite ainda a obtenção de outras informações importantes, como o tipo do tumor e de seu grau de malignidade.
ANEUPLÓIDE
Células cujo material genético encontra-se alterado quanto ao número de cromossomos. Assim, uma célula humana normal tem 46 cromossomos (número diplóide), enquanto uma célula alterada, por exemplo derivada de um tumor, pode ter um número menor de cromossomos.
ANEMIA
Diminuição do número de glóbulos vermelhos no sangue ou na redução da concentração de hemoglobina nessas células. Com isso, pode haver uma diminuição da capacidade do sangue em conduzir o oxigênio aos tecidos, podendo resultar em cansaço e palidez. A anemia é um efeito colateral comum da quimioterapia.
ANGIOGÊNESE
É a criação de vasos sanguíneos novos, estimulada pelo crescimento do tumor. A angiogênese permite que o tumor continue obtendo nutrição sanguínea ao longo de seu desenvolvimento. Assim, alguns novos medicamentos, pertencentes às classes das drogas de alvo molecular, têm sua ação dirigida à inibição da angiogênese, como forma de bloquear o crescimento tumoral ou de obter a redução de uma lesão.
ANGIOSSARCOMA
Raro tumor maligno que acomete a parede dos vasos sanguíneos.
ANGIODISPLASIA
Dilatação degenerativa dos vasos sanguíneos. Também é o nome de uma doença caracterizada por malformações vasculares adquiridas mais comuns do tubo digestivo . Constituem a principal causa de hemorragia do intestino delgado em indivíduos com mais de 50 anos.
ANUSCOPIA
Exame endoscópico que permite a visualização do ânus.
ANTÍGENO
Proteína que ao entrar em um organismo é capaz de se ligar a anticorpos ou a receptor de célula B e, geralmente, inicia uma resposta imune, frequentemente com produção de anticorpos específicos.
ANTÍGENO CARCINOEMBRIÔNICO (CEA)
Em oncologia, o CEA pode ser utilizado como marcador da presença e da atividade de certos tipos de tumores em adultos e em crianças. Entre os tumores que podem apresentar elevação dos níveis de CEA estão aqueles do trato gastrintestinal, da mama, do pulmão, do pâncreas, do ovário e do sistema nervoso central. Contudo, o CEA também pode estar presente em algumas afecções benignas.
ANTIEMÉTICO
Medicamentos que aliviam sintomas como enjoo, as náuseas e os vômitos.
ANTIBIOTICOTERAPIA
Tratamento que utiliza medicamentos para tratar infecções.
ANTIÁLGICA
Que protege contra a dor.
ANTINEOPLÁSICA
Medicamentos utilizados para destruir células malignas (câncer).
ANTIOXIDANTE
São moléculas que inibem o processo de oxidação de outras moléculas. A oxidação é um tipo de reação na qual ocorre a perda de elétrons de uma determinada molécula. Embora essas reações sejam fundamentais para os organismos, possuem como lado negativo a potencial produção de radicais livres. Esses compostos representam um risco para a saúde provocando efeitos mutagênicos e degenerativos, acelerando o envelhecimento. Algumas vitaminas, fitoquímicos e conservantes alimentares têm propriedades antioxidantes.
APÊNDICE CECAL
Logo abaixo da junção ileocecal, onde o cólon forma um fundo cego chamado ceco (a primeira porção do intestino grosso), localiza-se o apêndice cecal, um pequeno órgão tubular parecido com o dedo de uma luva. Situa-se na região inferior direita do abdômen e faz parte do sistema digestório.
APLASIA MEDULAR
Doença caracterizada pela alteração no funcionamento da medula óssea. Nesta doença o indivíduo não é capaz de produzir de forma satisfatória hemácias, plaquetas e leucócitos, que são as células que compõem o sangue.
APOPTOSE
É uma auto-destruição de determinadas células do organismo programada geneticamente. Além disso, a apoptose pode ocorrer quando são detectadas falhas irreparáveis no material genético. Assim, a apoptose é também um mecanismo de proteção contra o câncer. Algumas células tumorais podem perder a capacidade de entrar em apoptose, tornando-se células imortais.
APONEUROSE
Fibra que substitui um tendão no músculo e serve para aderir ao osso do músculo.
ATELECTASIA
Colapso de uma parte ou do pulmão todo. Geralmente ocorre quando a via respiratória está bloqueada e as áreas não colapsadas costumam tentar compensar aumentando a oxigenação.
ASCITE
Presença de líquido na cavidade abdominal. O líquido pode ser claro, leitoso ou hemorrágico dependendo da causa ou doença. Ascite é chamada também de hidrópsia ou "barriga d´água".
ASTROCITOMA
Os astrocitomas são tumores que podem se desenvolver no cérebro, cerebelo ou medula espinhal. Os astrócitos são células responsáveis pelo fornecimento de nutrientes para os neurônios e reparação de células eventualmente lesadas do sistema nervoso central.
ASTROCITOMA PILOCÍTICO
É uma lesão que pode ocorrer no sistema nervoso central, que pode exercer efeito de massa, comprimindo estruturas intracranianas. A ressecção cirúrgica total frequentemente é curativa.
ASSINTOMÁTICO
Que não manifesta sintomas de doença.
ATROFIA
Alteração regressiva ou diminuição do tamanho de uma célula, tecido, órgão ou parte, como consequência de um defeito ou da falta de nutrição.
AUTÓLISE
Processo pelo qual as células se desintegram espontaneamente, devido a uma alteração das enzimas da própria célula.
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