Câncer

Como amenizar a dor oncológica

Um dos sintomas mais frequentes em paciente oncológicos é sentir dores. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a dor está presente em mais de 80% dos pacientes acometidos por algum tipo de câncer. E desde 2004, o alívio da dor é considerado um direito humano.

Entre os principais motivos para que os pacientes ainda sofram com esse sintoma estão a falta de profissionais de saúde com formação adequada no manejo e controle da dor e, também, a indisponibilidade de medicamentos no sistema público de saúde.

Para ajudar os pacientes oncológicos a lidar com esse sintoma, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) lançou, em 2014, o Consenso Nacional de Tratamento da Dor Oncológica. O material possui informações e dicas de tratamentos adequados para amenizar esse sintoma dos pacientes.

Dentre os princípios gerais listados na diretriz, para manejo da dor relacionada ao câncer, o documento destaca que, em todas as consultas, é importante que os médicos perguntem aos seus pacientes se eles estão sentindo dor. Eles devem tentar entender como é a dor, quão forte ela é e que tipo de dor estão sentindo. Se surgir uma nova dor ou se a dor persistir, é preciso fazer uma reavaliação.

Para avaliar a dor, é importante considerar a intensidade, como ela é fisicamente, quando ela piora ou melhora e quais atividades são afetadas. Também é importante saber como a dor afeta o sono e os movimentos.

No caso de pacientes com câncer, o objetivo é proporcionar mais conforto e melhorar a capacidade de realizar atividades diárias. É necessário abordar a dor de forma abrangente, pois geralmente há mais de uma causa e são necessárias várias intervenções. Se houver episódios de dor aguda, é preciso reavaliar rapidamente, ajustar as doses de medicamentos e investigar outras possíveis causas. Às vezes, a hospitalização pode ser necessária para um controle adequado.

A dor persistente relacionada ao câncer requer o uso regular de analgésicos, e os episódios de dor intensa exigem doses extras de medicamentos. Para o controle da dor oncológica, de forma geral, é indicado dar preferência a tratamentos simples e que não precisem de intervenções invasivas.

Geralmente, tomar remédios por via oral, ou seja, pela boca, é melhor do que usar adesivos ou injeções. Se for escolhido um analgésico opioide, é importante tomá-lo regularmente, todos os dias, para que o nível certo do medicamento seja mantido no sangue.

Outra recomendação muito importante é de que, para tratar a dor causada pelo câncer, é importante que os pacientes e suas famílias entendam os remédios prescritos e os objetivos do tratamento. É fundamental seguir o tratamento corretamente e ter uma boa comunicação com a equipe médica.

Além disso, os profissionais de saúde devem esclarecer dúvidas e tabus em relação a vícios e efeitos colaterais dos analgésicos. Eles também devem acompanhar regularmente os pacientes, estar disponíveis para responder perguntas e criar programas de tratamento simples e fáceis de seguir. E além dos remédios, outras opções que não envolvam medicamentos, como acompanhamento psicológico e fisioterapia, também devem ser consideradas.

Cuidados paliativos

Os cuidados paliativos aliam a medicação convencional à não convencional e enxergam o homem como um todo, unificando corpo físico, mente e espírito. Eles são caracterizados pela abordagem na melhora da qualidade de vida do paciente e de sua família, oferecendo um tratamento que alivia a dor, o desconforto e todos os outros sintomas de ordem física e emocional.

Principais conceitos dos cuidados paliativos

Fornecer alívio para dor e outros sintomas que incomodam o paciente.

Reafirmar a vida e a morte como processos naturais.

Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente.

Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente.

Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte.

Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto.

Para passar pelo processo de superação do câncer de próstata, o paciente também pode optar por medidas que trazem conforto e bem-estar, como:

Meditação

Massagens

Relaxamentos

Dança

Terapias de arte

Ioga

Fontes

Organização Panamericana da Saúde (OPAS). https://www.paho.org/pt/topicos/cancer . Acesso em 28 de maio de 2023.

Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). https://www.sboc.org.br/sboc-site/revista-sboc/pdfs/38/artigo2.pdf. Acesso em 28 de maio de 2023.

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