Em fases iniciais, o câncer de próstata possui chances mais altas de cura e uma gama maior de opções em tratamentos. Inclusive, no câncer classificado como sendo de baixo risco, o monitoramento periódico é uma opção efetiva e que não envolve tratamento imediato. A chamada vigilância ativa envolve a realização de exames regulares e biópsias.
Mas, como o tumor costuma não causar sintomas nessa etapa primária, para que o diagnóstico ocorra é crucial a realização de exames periódicos e avaliação médica, especialmente entre quem possui histórico familiar da doença ou apresenta fatores de risco. Os principais são: idade a partir dos 50 anos, alimentação com excesso de gordura animal, e exposição à produtos nocivos, como arsênio e aminas aromáticas, no local de trabalho.
Atualmente, cerca de 20% dos casos confirmados de câncer de próstata são diagnosticados em estágios avançados. Nessas condições, as possibilidades de tratamento reduzem, e abrangem procedimento cirúrgico de remoção da próstata, radioterapia e hormonioterapia.
Ainda que os tratamentos sejam efetuados de maneira adequada, é comum que o paciente enfrente alguns efeitos indesejados. Dentre eles, cansaço e fadiga, queda da fertilidade, problemas para urinar, perda da libido e outras questões que podem ser trabalhadas por uma equipe multidisciplinar, envolvendo urologista, fisioterapeuta pélvico e outros profissionais de saúde.
A depender do tipo de câncer e o início das intervenções, mesmo após o tratamento ele poderá evoluir para metástase, que é quando o câncer se espalha para outros órgãos e áreas do corpo. No caso do câncer de próstata, é mais frequente que ocorram metástases ósseas, que causam dor, limitação funcional, fraturas e, até mesmo, a restrição do paciente ao leito. E mesmo que não ocorra metástase, a doença local na próstata também pode causar obstrução urinária, sangramento e dor pélvica.
Em relação aos tratamentos oncológicos, também podem surgir efeitos colaterais, em maior ou menor intensidade, reversíveis ou não. Os mais comuns incluem disfunção erétil, incontinência urinária ou dificuldades para urinar.
Apesar de o câncer de próstata não ter uma causa específica, os fatores de risco podem ser amenizados. A prática dos exercícios físicos rotineiramente, aliada a uma boa alimentação, deixar de fumar e fazer o acompanhamento médico periódico contribuem para a prevenção dessa doença, que é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens, no Brasil.
Fontes
Instituto Nacional do Câncer (INCA)
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/prostata. Acesso em 25 de maio de 2023.
Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)
https://portaldaurologia.org.br/publico/novembro-azul/sbu-e-sboc-se-unem-para-informar-sobre-prevencao-e-desafios-nacionais-contra-o-cancer-de-prostata/
https://portaldaurologia.org.br/publico/faq/a-funcao-eretil-apos-a-cirurgia-do-cancer-de-prostata/
https://portaldaurologia.org.br/publico/faq/hormonioterapia-ou-medicamentos-para-tratar-o-cancer-de-prostata/
Acesso em 25 de maio de 2023.
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