Risco cardiovascular
As doenças cardiovasculares representam um grande desafio, já que são a principal causa de morte em todo o mundo. Sabe-se que a incidência da doença cardiovascular é diretamente ligada a fatores de risco clássicos, como tabagismo, hipertensão arterial, sedentarismo, histórico familiar, diabetes e níveis elevados de colesterol. E há outras condições, como idade, sexo e questões sociodemográficas, que aumentam ou diminuem as chances de eventos cardiovasculares.
Com base nessas informações, foram elaboradas as estratificações de risco cardiovascular, que calculam a probabilidade de uma pessoa apresentar um evento cardiovascular com base em uma associação de fatores. Esses eventos cardiovasculares podem incluir (pois variam em cada opção de escore de risco) infarto do miocárdio, insuficiência coronariana e cardíaca, Acidente Vascular Cerebral (AVC), angina e doença arterial periférica.
A avaliação dos fatores de riscos em pacientes sem sintomas cardiovasculares é importante por ser uma medida que viabiliza o acesso às medidas de prevenção mais adequadas a cada paciente. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) adota o escore de risco global de Framingham que estima, para os próximos 10 anos, a ocorrência de eventos coronarianos, cerebrovasculares, doença arterial periférica ou insuficiência cardíaca.
Por meio dessa ferramenta, o paciente é classificado em quatro níveis de risco: baixo, intermediário, alto e muito alto. A identificação em cada um desses níveis permite que sejam adotadas estratégias diferenciadas, integrando intervenções e medidas preventivas com intensidades equivalentes ao risco, com o objetivo de minimizar ou até mesmo reverter a vulnerabilidade do paciente para um evento cardiovascular.
Como calcular
Por meio de avaliação clínica e exames complementares, o profissional de saúde coleta dados do paciente referentes aos seguintes itens: idade, sexo, níveis de colesterol, pressão arterial, diabetes, fumo e uso de estatinas. Cada resposta nesses itens representa uma pontuação que, ao final, é somada e classificada. Essa tabela de classificação possui uma versão para homens e outra para mulheres.
O total desses pontos estima a probabilidade percentual de o paciente ter um evento cardiovascular nos próximos 10 anos. E, com base nesse escore, o indivíduo é categorizado em um dos quatro níveis de risco, de baixo a muito alto.
Níveis de Risco Cardiovascular
MUITO ALTO: Pessoas que apresentam vários fatores de risco clássicos para doenças cardiovasculares, já tenham apresentados eventos prévios ou possuem doença aterosclerótica significativa (obstrução igual ou maior a 50%) são considerados de risco elevado.
ALTO: Entram na categoria de alto risco cardiovascular homens que registrem um escore maior que 20% e mulheres com escore maior que 10%. Essa categoria também inclui pacientes com arterosclerose subclínica e outras condições agravantes, como aneurisma de aorta; doença renal crônica; LDL elevado (maior ou igual a 190 mg/dL); e diabetes tipos 1 ou 2 com níveis de LDL entre 70 e 189 mg/dL, presença de estratificadores de risco ou doença aterosclerótica subclínica (DASC).
INTERMEDIÁRIO: São classificados como de risco intermediário os indivíduos do sexo masculino com escore entre 5 e 20% e entre 5 e 10% no sexo feminino. Também são considerados como de risco intermediário os portadores de diabetes sem os critérios de doença aterosclerótica subclínica (DASC) ou a presença dos estratificadores de risco.
BAIXO: Nesta categoria, entram homens e mulheres na faixa etária de 30 e 74 anos cujo risco calculado para eventos cardiovasculares seja inferior a 5%. Também podem ser considerados como de baixo risco os pacientes em risco intermediário não diabéticos, sem histórico familiar de doença coronariana prematura que tenham escore de cálcio zero.
Fontes
Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)
Calculadora para Estratificação do Risco Cardiovascular – Atualização 2020. Acesso em 14 de maio de 2023.
Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da SBC – 2019 Acesso em 12 de maio de 2023.
Você também pode se interessar por
Doenças cardiovasculares matam 400 mil brasileiros…
Em setembro, campanha alerta para a prevenção e o cuidado do coração
Saúde do Coração
01/09/2026
Instituto Lado a Lado Pela Vida e conscientização …
Parceria leva a prevenção do câncer além de outubro e novembro
Saúde Integral do…
25/08/2026
Instituto Lado a Lado Pela Vida participa da agend…
Saúde do Coração
19/08/2026
Câncer de pulmão: por que o diagnóstico chega tard…
Marlene Oliveira traz dados do Data Câncer 360º
Câncer
05/08/2026
Respire Agosto "Toda história merece mais fôlego" …
Instituto Lado a Lado pela Vida alerta para o câncer de pulmão
Câncer
31/07/2026
Conitec abre consulta pública sobre câncer de mama
Consulta discute incorporação do ribociclibe ao SUS
Saúde da mulher
30/07/2026