Câncer

Doenças Crônicas

O que são doenças crônicas

O que é?

Doenças crônicas são condições de saúde de longa duração, que podem ser provocadas por múltiplos fatores, além de uma evolução lenta e progressiva. Algumas das doenças crônicas mais prevalentes são as doenças cardiovasculares e renais, câncer, Alzheimer e diabetes.

Mesmo com o devido tratamento e acompanhamento, as doenças crônicas podem agravar, causando incapacidade ou levando o paciente a óbito. Inclusive, o tratamento é contínuo e envolve o uso de terapias diferentes, como medicamentos, e mudanças no estilo de vida.

Embora seja necessário um cuidado constante, o intuito desses tratamentos não é a cura, e sim controlar ou retardar a progressão da doença, bem como oferecer maior qualidade de vida ao paciente.

Causas

Doenças crônicas costumam ser multifatoriais. Ou seja, não possuem uma única causa. Geralmente, envolvem histórico familiar (predisposição genética), exposição a poluentes, excesso de peso, consumo excessivo de álcool, e até mesmo fatores sociais. Alguns estudos indicam que más condições de vida impactam diretamente em um risco maior para desenvolver doenças crônicas e ter piores desfechos.

Prevenção e Controle

Mesmo sabendo que as doenças crônicas são multifatoriais, é importante frisar que os fatores evitáveis representam uma parcela significativa. Dessa forma, reverter alguns comportamentos nocivos à saúde e adotar novos hábitos é a forma mais segura e eficaz de evitar não só o surgimento das doenças crônicas, mas, também, retardar sua evolução e diminuir seus impactos.

Confira algumas medidas simples para ter uma vida saudável

Alimentação: nas refeições, priorize sempre alimentos ricos em nutrientes e fibras, como frutas, verduras e legumes. Carnes são bem-vindas, mas reduza ao máximo o consumo da gordura de origem animal. Fuja de alimentos ultraprocessados, devido ao alto teor de sódio, corantes e conservantes, e substitua refrigerantes e sucos artificiais pela água ou sucos naturais.

Exercícios: pratique atividades físicas regularmente, dentro das suas capacidades e condições. Seja uma caminhada, aula de dança, passeio de bicicleta, natação ou musculação; todo esporte e atividade trazem grandes benefícios para a saúde física e mental.

Álcool: não existe uma quantidade segura para o consumo de álcool, que não traga riscos à saúde. Quanto maior a redução da quantidade de álcool presente na sua rotina, menores as chances de você se deparar com o surgimento de vários tipos de câncer, pressão alta, infarto e outras doenças graves;

Tabagismo: o hábito de fumar é diretamente associado a mortes prematuras e ao desenvolvimento de variados tipos de câncer, inclusive de pulmão, bexiga e garganta, além de prejudicar a saúde do coração, dos pulmões e outros órgãos. Para deixar de fumar, você pode precisar de ajuda profissional, e esse auxílio está disponível tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) como na rede particular.

O que são Doenças Crônicas Não Transmissíveis

O que é?

Doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) são aquelas que se desenvolvem ao longo da vida, muitas vezes de forma lenta e sem apresentar sintomas, mas que comprometem a qualidade de vida e oferecem grave risco ao indivíduo.

Entre as principais DCNTs estão: doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas (bronquite, asma, doença pulmonar obstrutiva), hipertensão, câncer e doenças metabólicas (obesidade, diabetes, dislipidemia).

Segundo relatório divulgado em 2022 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), as DCNT são responsáveis por 74% das mortes no mundo. No Brasil, estima-se que são a causa de 75% dos óbitos.

No entanto, a maioria das doenças crônicas pode ser prevenida ou controlada, após diagnóstico correto e tratamento adequado, o que reduz seus danos à saúde. Para isso, é preciso, em primeiro lugar, conhecer a doença e, em segundo, tratá-la de forma correta, completa e contínua.

No início do século passado, as doenças infecciosas eram as que mais levavam ao óbito (cerca de 50%). Atualmente, com o avanço das condições socioeconômicas, a mortalidade está mais associada às DCNTs.

Causas

As doenças crônicas não estão associadas a uma causa única. De forma geral, elas decorrem de múltiplos fatores relacionados, dentre eles:

Condições de saúde

Sobrepeso

Doença congênita (que possui desde antes do nascimento)

Predisposição genética (produzida por alterações no DNA)

Comorbidades (coexistência de doenças)

Condições socioambientais

Poluição ambiental

Exposição à agentes cancerígenos

Hábitos de saúde

Embora os fatores de risco devam ser considerados em conjunto para identificar e tratar o paciente com doença crônica, hábitos de vida não saudáveis influenciam seu surgimento. Os principais são o consumo de álcool, alimentação não balanceada e o sedentarismo.

Prevenção e Controle

Mudanças são necessárias para a prevenção e controle das DCNTs. Os fatores de risco evitáveis têm um papel importante no surgimento, avanço e desenvolvimento dessas doenças. Adotar um estilo saudável pode melhorar a expectativa e a condição de vida. Comece incluindo no seu dia a dia:

Alimentação saudável e variada, rica em frutas, vegetais e cereais e com consumo reduzido de industrializados, açúcar e sódio.

Atividades físicas regulares, programada (academia, esportes) ou não programada (recreativa).

Consumo reduzido de bebidas alcoólicas.

Não fumar.

Reservar um tempo para realizar atividades que tragam prazer, tranquilidade e relaxamento.

Controle das Doenças Crônicas: Por que isso é importante

Dentre todas as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), a maior ocorrência pertence às doenças cardiovasculares. Juntas, elas afetam cerca de 14 milhões de brasileiros e, por ano, são responsáveis por quase 400 mil mortes no país, o que representa em torno de um óbito a cada 1,5 minutos. Em todo o mundo, as doenças cardiovasculares também lideram a causa de mortes, superando todos os cânceres juntos e as mortes provocadas por causas externas, como acidentes e violências.

Os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares são o tabagismo, hipertensão e altos níveis de colesterol. Outras condições que podem causar ou agravar o risco cardiovascular incluem diabetes, sedentarismo, obesidade, uso excessivo de álcool e alimentação não saudável.

Dessa forma, tendo ou não o diagnóstico para doença cardiovascular, mudanças de comportamento e a adoção de hábitos saudáveis impactam positivamente na saúde do coração. Confira algumas das medidas que podem ser aplicadas por pessoas de todas as idades e que, somadas ao acompanhamento médico regular, são comprovadamente eficazes.

Parar de fumar – A doença cardiovascular é a principal causa de óbito dentre fumantes, mas os efeitos do tabaco sobre a saúde são inúmeros, e afetam tanto a pessoa que fuma como os que não fumam. Por isso, a principal recomendação é não fumar. E no caso de fumantes, a dependência da nicotina pode ser tratada por profissionais de saúde, envolvendo medicamentos antitabagismo.

Seja na forma de cigarro, cachimbo, narguilé ou dispositivos eletrônicos, todos os produtos com tabaco contêm substâncias tóxicas e trazem prejuízos à saúde.

Atividade física – O sedentarismo aumenta o risco de mortalidade para diversas doenças, incluindo as cardiovasculares. E a prática de exercícios auxilia no controle do peso, melhora o fluxo sanguíneo, traz flexibilidade e mobilidade articular, reduz o risco de doenças degenerativas cognitivas, diminui ansiedade e sintomas associados à depressão, entre outros benefícios.

Para prevenir doença cardiovascular, a recomendação é praticar pelo menos 150 minutos semanais de atividade com intensidade moderada, ou 75 minutos semanais para práticas com intensidade alta. Mas, mais importante do que a duração ou intensidade, é o ato de aderir a uma atividade física e abandonar o sedentarismo de vez.

Alimentação Saudável – Consumir frutas, hortaliças e grãos, alimentos ricos em vitaminas e minerais, é uma medida eficaz para prevenir o risco e a mortalidade por doença cardiovascular.

Além disso, a OMS considera que uma dieta alimentar pobre em nutrientes é um fator de risco importante para mortalidade precoce. Por isso, optar por alimentos saudáveis ainda é a melhor forma de prevenir não só as doenças cardiovasculares, mas também obesidade e hipertensão, dentre outras condições agravantes à saúde.

Condições clínicas – Pacientes diagnosticados com diabetes, hipertensão e altos níveis de colesterol precisam manter o tratamento e acompanhamento médico periódico. Junto com um estilo de vida saudável, o uso de medicamentos pode ser necessário em muitos casos para manter essas condições sob controle e, caso surjam efeitos colaterais, é importante conversar com o médico para discutir sobre outras opções ou como amenizar esses efeitos.

Fontes

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – https://www.paho.org/pt/topicos/doencas-cardiovasculares . Acesso em 12 de maio de 2023.

Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) – http://www.cardiometro.com.br/ e https://abccardiol.org/article/atualizacao-da-diretriz-de-prevencao-cardiovascular-da-sociedadebrasileira-de-cardiologia-2019/ . Acesso em 12 de maio de 2023.

Centro de Controle e Prevenção de Doenças – CDC – https://www.cdc.gov/chronicdisease/ index.htm. Acesso em 12 de maio de 2023.

Organização Mundial de Saúde – OMS – https://www.who.int/teams/noncommunicable-diseases/invisible-numbers . Acesso em 11 de maio de 2023.

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