O que é?
A criptorquidia é a condição médica em que os testículos não descem para a bolsa escrotal, por causa de anomalias no desenvolvimento do abdômen inferior e órgãos genitais. É um problema comum entre os bebês. Assim que a criança nasce é importante verificar se os testículos estão situados na bolsa escrotal e observar como evolui o caso durante um ano.
Esse movimento da descida dos testículos pode acontecer naturalmente. Caso não ocorra, é importante corrigir o problema, já que pode comprometer a produção de espermatozoides.
POR QUE OS TESTÍCULOS MIGRAM?
Esta troca de ambiente dos testículos que ocorre ao final da gestação tem uma razão de ser: para produzir espermatozoides viáveis e maduros, os testículos devem trocar o calor de dentro do abdome por um lugar um pouco mais frio, o escroto. Uma diferença de 1,5 a 2,0 ºC entre esses dois locais pode ser suficiente para inibir a produção de espermatozoides.
EXISTEM DOIS TIPOS DE CRIPTORQUIDIA
1. Criptorquidia bilateral: neste caso, os dois testículos estão ausentes no escroto. Pode causar esterilidade se não for tratada.
2. Criptorquidia unilateral: quando está ausente um testículo em apenas um dos lados da bolsa escrotal.
Fatores de risco
Os principais fatores associados ao surgimento desta condição são
– Nascimento prematuro
– Problemas hormonais
– Síndrome de Down
– Baixo peso do bebê
– Hérnias no local por onde descem os testículos do abdômen para o escroto
– Contato com substâncias tóxicas
ATENÇÃO: há ainda fatores de risco relacionados com o comportamento da mãe durante a gestação que podem aumentar as chances de desenvolver o problema, tais como obesidade, diabetes gestacional, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.
Sintomas
Além da ausência do(s) testículo(s) na bolsa escrotal, a criptorquidia só apresenta sintomas quando o testículo ausente desenvolve algum processo inflamatório, gerando dor. A detecção é feita pela observação durante a formação e desenvolvimento da criança. O diagnóstico deve ser feito o quanto antes para que o caso seja revertido, se não naturalmente, por cirurgia.
Prevenção
Não há uma forma comprovada para prevenir a criptorquidia. Recomenda-se às mães evitarem alguns fatores que aumentem o risco, como cigarro, álcool e obesidade. No entanto, isso não garante que a criança não desenvolverá o problema.
É importante atentar-se para o diagnóstico precoce, que evitará maiores complicações, como esterilidade e o desenvolvimento de neoplasias. Exames durante a gestação e logo após o nascimento podem detectar o problema nos testículos.
Diagnóstico
O diagnóstico da criptorquidia é feito através da palpação do escroto logo após o nascimento do bebê. O médico saberá distinguir a criptorquidia do testículo retrátil. Neste segundo caso, ele é levado para o escroto com facilidade, mas pode voltar a se alojar na região próxima à raiz da bolsa.
A normalização ocorre através dos estímulos hormonais, a partir dos sete ou oito anos de idade. No caso da criptorquidia, o médico orientará a observação da condição até o primeiro ano de vida. Se não ocorrer a migração espontânea, indica-se a cirurgia – que deverá ser feita até aos 2 anos de idade.
Tratamento
Se a migração dos testículos para a bolsa escrotal não ocorrer de forma natural até o primeiro ano da criança, o urologista pediátrico provavelmente recomendará a cirurgia, chamada orquidopexia, que é coberta pelo SUS e pela rede privada.
Se o testículo estiver localizado na virilha, a orquidopexia será realizada por uma pequena incisão nessa região. As crianças, em geral, vão para casa no mesmo dia, após o procedimento. Quando o testículo não é sentido na virilha, ele pode estar no abdômen ou ausente. Neste caso, outros exames serão necessários.
Há ainda um tratamento inicial com gonadotrofina coriônica (Hcg) que provoca o amadurecimento transitório e mais rápido do testículo, auxiliando na fase de migração. Se o diagnóstico for feito tardiamente, pode ser necessária a retirada do testículo (orquiectomia).
Fonte: SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA (SBU) http://sbu-sp.org.br Pesquisado em 10/03/2021
Perguntas Frequentes
A cirurgia pediátrica para corrigir o testículo retido é uma necessidade médica?
Quantas cirurgias serão necessárias?
Em que idade a cirurgia deve ser realizada?