O que é?
Existem três tipos principais de cardiomiopatias, que variam de acordo com o tipo de alteração na estrutura do coração:
CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA
É a mais comum e considerada uma doença genética autossômica dominante relativamente comum que afeta uma a cada 500 pessoas, o que no Brasil seriam cerca de 420 mil pessoas com essa condição e estima-se que apenas 10% saibam que são portadores da doença, que geralmente tem causa hereditária ou por mutação genética espontânea.
A cardiomiopatia hipertrófica faz com que as paredes dos ventrículos do coração se tornem espessas e rígidas, impedindo que se encham de sangue adequadamente, pois as paredes mais espessas não deixam a musculatura do coração relaxar corretamente, o que faz com que o órgão bombeie menos sangue.
É a causa mais comum de morte súbita em jovens, incluindo atletas. E por ser uma doença hereditária, pode afetar vários membros de uma mesma família. Por isso, a importância do diagnóstico precoce, para que o tratamento adequado seja iniciado o mais rapidamente possível.
Apesar de muitos casos serem considerados benignos, há muitos pacientes com CMH que podem desenvolver insuficiência cardíaca, arritmias, incapacidade ao esforço e até a morte súbita.
CARDIOMIOPATIA DILATADA
Ela aumenta o tamanho dos ventrículos do coração, impedindo o bombeamento suficiente de sangue para atender às necessidades do corpo, podendo levar à insuficiência cardíaca. Qualquer pessoa pode ter a doença, mas ocorre mais frequentemente em homens entre 20 a 60 anos.
CARDIOMIOPATIA RESTRITIVA
É caracterizada por uma rigidez nos ventrículos do coração, que não se contraem e expandem devidamente para bombear o sangue. Os portadores dessa condição costumam ter as câmaras superiores do órgão (átrios) menores que as inferiores (ventrículos).
Fatores de risco
Na maioria dos casos, as causas da cardiomiopatia são desconhecidas. Em outros, é possível identificar alguns fatores ligados ao surgimento, como: pressão alta de longo prazo, problemas nas válvulas cardíacas, infecções virais, condições genéticas, deficiências nutricionais, distúrbio de tireóide, diabetes e alcoolismo.
CAUSAS DA CARDIOMIOPATIA DILATADA
– Herança genética;
– Uso de drogas ilícitas;
– Uso de medicamentos quimioterápicos;
– Infecções – HIV, coxsackie B, doença de Chagas;
– Doenças autoimunes – lúpus, sarcoidose, artrite reumatoide;
– Doenças e distúrbios metabólicos – diabetes mellitus, doenças hormonais crônicas, problemas de tireoide mal controlados;
– Gravidez.
Sintomas
SINAIS E SINTOMAS DA CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA
Os primeiros sinais e sintomas geralmente se manifestam ao fazer esforço físico e podem ser:
– Falta de ar – principalmente ao fazer exercícios físicos;
– Dor no peito (angina);
– Fadiga;
– Palpitações – o coração bate em ritmo anormal;
– Desmaio – às vezes de forma súbita, sobretudo ao fazer esforço.
SINAIS E SINTOMAS DA CARDIOMIOPATIA DILATADA PODEM SER
Sintomas da cardiomiopatia dilatada podem ser
– Falta de ar durante a prática de exercícios físicos;
– Cansaço;
– Problemas nas válvulas cardíacas – devido ao crescimento anormal do coração;
– Palpitações;
– Formação de coágulos sanguíneos dentro das câmaras do coração – pois o sangue pode ficar acumulado devido ao mau funcionamento do órgão;
– Inchaço nas pernas, pés e abdômen.
SINAIS E SINTOMAS DA CARDIOMIOPATIA RESTRITIVA
– Inchaço nas pernas e abdômen – sinal de insuficiência cardíaca, comum nesse tipo de cardiomiopatia;
– Falta de ar durante esforço físico;
– Cansaço;
– Palpitações.
Diagnóstico
Recomenda-se o exame físico e a avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente.
A confirmação do diagnóstico é feita por
– Ecocardiograma, que é o principal exame para identificar as cardiomiopatias. As ondas de ultrassom produzem uma imagem do coração que mostra o tamanho e a função de bombeamento. Se algo estiver errado, poderá ser identificado.
A ressonância magnética também auxilia no diagnóstico e avalia o prognóstico dos pacientes com cardiomiopatias, permitindo uma detecção mais precisão das estruturas do coração.
Nos casos de cardiomiopatia dilatada e restritiva, alguns outros exames mais específicos podem indicar a causa da doença, o que ajudará na indicação do tratamento mais adequado. Esses exames são:
– Cateterismo cardíaco, um procedimento invasivo que insere um cateter por um vaso do braço, pescoço ou virilha que é conduzido até o coração. É possível avaliar a pressão do sangue nas câmaras do interior do órgão e checar se há alguma anormalidade.
– Biópsia do músculo cardíaco – Retirar uma amostra do tecido do músculo cardíaco para avaliar no microscópio, que pode ser feita durante o cateterismo.
– Pessoas com casos de cardiomiopatia na família podem realizar testes genéticos e identificar a possibilidade de desenvolver a doença ou de diagnosticá-las precocemente.
Tratamento
A indicação de tratamento é feita com base na análise do perfil e histórico do paciente e de acordo com o tipo da cardiomiopatia diagnosticada, suas causas e gravidade.
As cardiomiopatias não têm cura e somente o transplante de coração que é indicado em casos de insuficiência cardíaca com mau prognóstico podem curar a doença. Porém, as cardiomiopatias podem ser controladas ou sua progressão pode ser retardada com o uso de medicamentos como os corticoides para a sarcoidose – ou para tratar a insuficiência cardíaca provocada pela doença.
Implante de marca-passo podem ser realizados em pessoas com ritmo cardíaco anormal e risco de morte súbita. Eles estimulam as câmaras do coração e ajudam a restabelecer o padrão das contrações. Há modelos de dispositivos que possuem um desfibrilador implantável.
Fonte: Não foram encontradas atualizações para esta doença nos sites de fontes oficiais. Foram feitas apenas adequações no texto.